A empresa que opera o SeaWorld acaba de mudar de nome. Costumava ser o SeaWorld Entertainment. Agora é a United Parks & Resorts. O símbolo da Bolsa de Valores de Nova York também mudou. Costumava ser SEAS. Agora é PRKS. A mudança aconteceu em fevereiro de 2024.
Esta não é apenas uma atualização cosmética. Sinaliza um pivô estratégico. O negócio está indo além do rótulo de vida marinha. Quer ser visto como um grupo mais amplo de lazer e hospitalidade. A controladora é proprietária do Busch Gardens. É proprietária do Sesame Place. Administra parques aquáticos em San Diego e Orlando. A reformulação da marca tenta consolidar esses diversos ativos sob o mesmo guarda-chuva.
Uma história de compra e venda de parques
A história começa em San Diego. O primeiro SeaWorld foi inaugurado lá em 1964. Apresentava aquários com centenas de espécies. Os tubarões estavam entre eles. Pássaros exóticos voavam pelas instalações.
A expansão veio rapidamente. Um segundo local apareceu em Aurora, Ohio, em 1970. Ficava a 30 milhas a sudeste de Cleveland. Depois veio Orlando em 1973. O momento foi estratégico. O Walt Disney World Resort acabara de abrir nas proximidades. O sucesso da Disney provou que o mercado poderia apoiar enormes parques temáticos.
A propriedade mudou de mãos mais tarde. Harcourt Brace Jovanovich, Inc. (HBJ) era proprietária dos parques. Eles abriram o SeaWorld San Antonio em 1985. Cobriu 250 acres. Na época, era o maior parque zoológico marinho do mundo. Tudo começou como uma operação durante todo o ano. Em 1989, mudou para uma programação sazonal.
Em 1989, a HBJ decidiu vender sua divisão de parques temáticos. A Anheuser-Busch comprou. O acordo incluiu os parques SeaWorld. Também incluiu Cypress Gardens e Boardwalk and Baseball na Flórida.
Boardwalk e Baseball fecharam quase imediatamente. Nunca realmente decolou. Cypress Gardens foi vendido posteriormente para uma equipe administrativa diferente. Mas os principais activos permaneceram. A Anheuser-Busch estabeleceu um portfólio de:
- Busch Gardens em Tampa e Williamsburg.
- Parques aquáticos na Flórida e na Virgínia.
- Locais do SeaWorld em San Diego, Orlando, San Antonio e Aurora.
- Sesame Place na Filadélfia.
Aurora, Ohio, foi vendida para o Six Flags em 2001. Era uma operadora rival. A venda simplificou o portfólio.
Discovery Cove e novos empreendimentos
Em 2000, a empresa abriu o Discovery Cove. Fica ao lado do SeaWorld Orlando. É um parque animal interativo. Os visitantes podem nadar com golfinhos. Eles também podem experimentar um aviário de voo livre com aves tropicais.
Ele adicionou um nível premium à experiência. O SeaWorld sempre foi voltado para exibições educacionais. Os aquários abrigavam mamíferos marinhos. As baleias orcas, conhecidas como orcas, eram a atração principal. Os golfinhos nadavam em tanques. Cientistas do Hubbs-SeaWorld Research Institute, em San Diego, conduziram estudos. Eles olharam para a bioacústica. Eles rastrearam a migração das tartarugas marinhas. Eles estudaram os hábitos de mergulho dos pinípedes.
O resgate de animais fazia parte da missão. O parque de Orlando iniciou um programa de reabilitação em 1976. Ajudou animais feridos ou órfãos.
O Efeito Peixe Negro
Em 2008, a Anheuser-Busch foi comprada pela InBev. A gigante das bebidas era uma rival. A divisão do parque temático agora se chamava Busch Entertainment.
A empresa de private equity Blackstone comprou-a em 2009. O preço foi de cerca de 2,7 mil milhões de dólares. Blackstone tinha ambições maiores. Queria expandir-se para a mídia. A televisão e os videogames eram os objetivos. A ideia era espelhar os Universal Studios da Disney e da Comcast.
A Blackstone abriu o capital da empresa em 2013. Na época, ela se chamava SeaWorld Entertainment. O IPO foi concluído em abril. As ações começaram a ser negociadas sob o ticker SEAS.
Então veio a reação. O documentário Blackfish foi lançado em 2013. Tinha como alvo o SeaWorld. O filme narra os maus-tratos de uma orca chamada Tilikum.
Tilikum estava em cativeiro há anos. As alegações afirmaram que seu ambiente abusivo o levou a matar três pessoas. Uma delas foi Dawn Brancheau. Ela era treinadora de orcas no SeaWorld Orlando. Ela morreu em 2010.
Os protestos eclodiram. Organizações de bem-estar animal visaram a empresa. O comparecimento caiu. O declínio foi drástico.
O SeaWorld respondeu. Anunciou que iria parar de criar orcas. Renovou os shows. O foco mudou para comportamentos naturais. As apresentações de circo terminaram. A marca “Shamu” foi mantida, mas o contexto mudou.
Crescimento e Expansão Global
A empresa sobreviveu à polêmica. Ele retomou o crescimento no início de 2020. A estratégia mudou do nome SeaWorld para fins corporativos.
Novos parques aquáticos foram inaugurados. Eles eram adjacentes aos parques temáticos existentes. Um local do Sesame Place foi inaugurado em San Diego.
Em 2023, o SeaWorld internacionalizou-se. Abriu seu primeiro local fora dos Estados Unidos. Está em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O parque possui o maior aquário do mundo. Contém 25 milhões de litros de água. Existem 68.000 animais marinhos lá dentro.
Essa escala é significativa. Isto mostra que a empresa ainda acredita no apelo da vida marinha, mesmo que a marca corporativa esteja a mudar.
A mudança da marca para United Parks & Resorts em fevereiro de 2024 é o passo mais recente. Alinha-se com um portfólio que inclui Busch Gardens e Sesame Place. Isso distancia a controladora das polêmicas específicas dos shows de orcas.
Os investidores que acompanham o ticker PRKS estão observando uma empresa tentando se redefinir. Os principais ativos permanecem fortes. Os parques são populares. Os programas educacionais continuam. Os esforços de resgate de animais persistem.
Mas a narrativa mudou. A questão não é mais apenas sobre orcas. Trata-se de uma empresa de lazer diversificada. Resta saber se o mercado concorda com a nova identidade. O estoque avança mais do que apenas mudanças de nome. Move-se no atendimento. Ele se move com base no sentimento. A era pós-Blackfish ainda está evoluindo. A expansão global em Abu Dhabi é uma aposta no crescimento futuro. É uma grande aposta. 68.000 animais é muita manutenção.
A empresa está tentando ser tudo para todos. Parques temáticos. Parques aquáticos. Centros educacionais familiares. Santuários marinhos.
É uma mistura complexa. E a mudança de nome é apenas a mais recente tentativa de dar sentido a tudo isso. O mercado julgará. Os visitantes decidirão. Os animais continuarão nadando.






















