A General Motors (GM) nem sempre foi a sombra que atualmente lança sobre a indústria automobilística global. Durante a maior parte do século XX e início do século XXI, esteve no topo da cadeia alimentar como o maior fabricante automóvel do mundo. A história começa em 1908, quando William C. Durant fundou a empresa. Seu objetivo era simples: consolidar diversas montadoras sob o mesmo teto. Ele não comprou apenas um ou dois. Ele atraiu os fabricantes do Buick e do Cadillac. Ele também agarrou o Oldsmobile, que acabaria desaparecendo em 2004, e o Oakland, que foi renomeado como Pontiac antes de ter o mesmo destino em 2010.
A estratégia funcionou rápido. Em 1918, a GM adquiriu a Chevrolet. Um ano depois, em 1919, formou a General Motors Acceptance Corporation (GMAC) para lidar com o financiamento. Esta integração vertical permitiu à GM controlar não apenas os carros, mas também o dinheiro por trás deles. Em 1929, a GM ultrapassou oficialmente a Ford Motor Co. para reivindicar o título de principal fabricante de automóveis dos EUA. Não se tratava apenas de domínio doméstico. A GM expandiu-se para o exterior, trazendo a Vauxhall da Inglaterra para seu grupo.
O alcance da empresa cresceu além do aço e da borracha. Em 1984, a GM comprou a Electronic Data Systems Corp. Dois anos depois, em 1986, comprou a Hughes Aircraft Co., renomeando-a como Hughes Electronic Corp. Nesse mesmo ano, 1984, viu o lançamento do Saturn. Foi uma nova divisão automotiva criada especificamente para competir com os automóveis japoneses. O Saturn duraria até 2010, mas sua criação marcou uma mudança na forma como a GM via a concorrência.
No final da década de 1990, a GM percebeu que havia perdido o foco. A diversificação em tecnologia e aeroespacial diluiu a sua missão principal. A empresa começou a desmembrar seus ativos não automotivos. Ela desmembrou a EDS em 1996. Vendeu partes da Hughes em 1997. Em 2000, a GM comprou a Saab Automobile AB, tornando-se sua única proprietária, embora também a vendesse em 2010. A empresa estava estreitando seu escopo.
Mas o foco chegou tarde demais para a crise de 2008.
A crise das hipotecas subprime atingiu duramente a indústria automotiva. Os consumidores pararam de comprar carros. O crédito secou. A GM enfrentou uma crise de liquidez suficientemente grave para exigir um empréstimo governamental para evitar a falência imediata em 2008. O empréstimo não foi um resgate no sentido tradicional de entregar dinheiro sem restrições. Foi uma tábua de salvação. Mas os problemas financeiros não pararam por aí. Eles montaram.
Em 2009, a GM entrou com pedido de recuperação judicial, Capítulo 11. Isto não foi uma liquidação. Foi uma reestruturação. A empresa precisava se livrar das dívidas e das velhas estruturas que a estavam arrastando para baixo. O resultado foi uma redução massiva. A GM reduziu suas divisões de veículos de múltiplas marcas para apenas quatro: Buick, Cadillac, Chevrolet e GMC.
Essa mudança não foi apenas para cortar custos. Tratava-se de clareza. A estratégia das quatro marcas forçou a GM a parar de canibalizar as suas próprias vendas. Cada marca tinha um papel distinto. A empresa



















